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57 entidades de Alagoas assinam manifesto que cobra transparência do STF

Movimento nacional liderado pela Fiesp reúne cerca de 3 mil organizações que representam 90% do PIB do Brasil

10 de setembro de 2026 às 08:07

57 entidades de Alagoas aderem a manifesto que cobra transparência do STF

57 entidades representativas do setor produtivo de Alagoas aderiram, nesta quarta-feira (9), ao manifesto nacional em defesa de mais transparência, imparcialidade e celeridade nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

O movimento é liderado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e reúne cerca de 3 mil organizações de todas as regiões do país.

Segundo os organizadores, as entidades signatárias representam aproximadamente 90% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram mais de 40 milhões de empregos.

Em Alagoas, assinam o documento as principais federações empresariais do estado: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL), Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio), Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas) e Federação dos Clubes de Diretores Lojistas em Alagoas (FCDL).

Também constam entre os signatários associações comerciais e entidades ligadas ao turismo, ao mercado imobiliário, ao comércio, à indústria e ao setor rural.

No texto, as entidades afirmam que o Brasil atravessa uma grave crise institucional e defendem que o plenário do STF analise, com urgência e em sessão pública, os episódios recentes envolvendo integrantes da Corte.

O documento reforça o princípio de que ninguém está acima da lei e defende que os esclarecimentos sejam conduzidos com independência, ampla publicidade e respeito às garantias constitucionais.

Entre as organizações nacionais que assinam o manifesto estão a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Além das cinco federações, também aderiram a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (ABIH/AL), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL) e associações comerciais de Arapiraca, Delmiro Gouveia, Maceió, Marechal Deodoro, Porto Calvo, Rio Largo, Santana do Ipanema e São Miguel dos Campos.

A lista inclui ainda a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi/AL), a Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Acadeal), a Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Alagoas (Creci/AL) e o Maceió Convention & Visitors Bureau.

O manifesto conta com o apoio de sindicatos ligados à construção civil, à indústria de alimentos e bebidas, à energia, à mineração, ao vestuário, ao comércio varejista, à hotelaria, à produção rural e à representação comercial.

Entre eles estão Sinduscon/AL, Sindágua, Sindpan, Sindicer, Sindaçúcar, Sincongel, Simagral, Sindbebidas, Sinduscal, Sindenergia, Sindmineral, Sileal, Sindimóveis, Sinplast, Sinprocim/AL, Sindvest, Singal, Sindmec, Sincadeal, Sindilojas Arapiraca, Sindilojas Palmeira dos Índios, Sincofarma/AL, Sindilojas União dos Palmares, Sindhal e Sirecom/AL.

Completam a lista os sindicatos rurais de Arapiraca, Atalaia, Junqueiro, Mar Vermelho, Palmeira dos Índios, Penedo, Santana do Ipanema, São Luiz do Quitunde, São Miguel dos Campos e Viçosa, além do Sindicato dos Produtores Rurais de Coruripe e da Sociedade Aliança Comercial de Maceió.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também divulgou posicionamento separado, intitulado "Não vamos desistir do Brasil", assinado pelo presidente da entidade, Ricardo Alban.

No documento, a CNI demonstra preocupação com os acontecimentos institucionais e defende bom senso e responsabilidade na condução do país.

A entidade sustenta que as discussões sobre os fatos recentes devem ser públicas e transparentes, com espaço para todos os esclarecimentos.

A CNI também alerta que crises políticas, eleitorais e institucionais podem afetar a economia, reduzir a confiança, afastar investimentos e prejudicar a geração de empregos.

Ao final, a entidade convoca os poderes constituídos, empresários e trabalhadores a buscar consensos sobre temas estratégicos, como metas fiscais e políticas econômicas estruturantes, com amplo direito de defesa e sem interferência político-partidária.

Fonte: 7Segundos