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PC acusado de matar colegas em Delmiro Gouveia deve fazer exame

Perícia vai avaliar a condição psíquica do investigado no momento dos disparos

10 de setembro de 2026 às 11:12 · Delmiro Gouveia

Acusado de matar colegas deverá ser submetido a exame de sanidade

A Justiça determinou que o policial civil Gildate Góes seja submetido a exame de sanidade mental. A perícia vai avaliar a condição psíquica dele no momento em que os colegas Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes foram mortos a tiros em Delmiro Gouveia.

O crime aconteceu na madrugada de 20 de maio deste ano, por volta de 1h, na Avenida Floriano Peixoto, no centro da cidade.

Os três policiais eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) e retornavam de uma missão oficial em um carro descaracterizado.

Segundo apurou o Correio Notícia, Gildate estava no banco traseiro do veículo quando atirou contra os dois colegas, que seguiam na parte da frente. Yago e Denivaldo foram atingidos na cabeça e morreram no local.

Após os disparos, o policial deixou o carro e seguiu a pé pela rua. Ele foi detido pouco depois, enquanto gritava palavras desconexas, segundo informou à época o delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcanti.

Yago Gomes Pereira tinha 33 anos, era natural de Aracaju, em Sergipe, e havia ingressado na Polícia Civil de Alagoas cerca de três anos antes.

Denivaldo Jardel Lira Moraes tinha 47 anos, era natural de Sertânia, em Pernambuco, e trabalhava havia cerca de 15 anos ao lado de Gildate, de quem era amigo.

Em interrogatório, Gildate relatou que cochilou antes de atirar contra os colegas. A versão será confrontada com os demais elementos da investigação e com o resultado da perícia, que poderá indicar se ele apresentava alguma alteração mental no momento do crime.

O exame busca esclarecer se Gildate tinha capacidade de entender o caráter dos próprios atos e de se conduzir de acordo com esse entendimento na ocasião do crime.

A determinação não representa reconhecimento prévio de surto ou de inimputabilidade. O policial segue à disposição da Justiça enquanto continuam os procedimentos do caso.

Fonte: Alagoas 24 Horas