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Alagoana de 26 anos é morta e esquartejada em São Paulo

Companheiro confessa o crime e é preso temporariamente pelo 92º Distrito Policial

11 de setembro de 2026 às 17:40 · São Paulo

Alagoana de 26 anos é assassinada e esquartejada por companheiro em São Paulo

A alagoana Samara Ellen da Silva, de 26 anos, foi assassinada e esquartejada na Zona Sul de São Paulo. O principal suspeito do crime é o companheiro dela, Nathan Roberto de Oliveira Silva, também de 26 anos, preso temporariamente na última quarta-feira (9) por agentes do 92º Distrito Policial.

Nathan confessou o feminicídio em depoimento à Polícia Civil depois que peritos identificaram a vítima por meio de um membro localizado no início de agosto na Represa Guarapiranga.

Samara era natural de Alagoas e havia se mudado para São Paulo em busca de uma vida melhor. Em junho, iniciou o relacionamento com Nathan e passou a morar com ele, mantendo contato frequente com a família alagoana.

A jovem já havia deixado a filha de 10 anos aos cuidados da avó em Alagoas e planejava retornar de forma definitiva ao estado natal assim que encerrasse o relacionamento.

O último contato direto da vítima com os familiares ocorreu em 11 de julho, quando ela enviou uma mensagem dizendo que havia terminado o namoro e que estava voltando para Alagoas.

A irmã de Samara desconfia que o próprio suspeito usou o celular da jovem para forjar a mensagem e convencer os parentes de que ela teria partido por vontade própria.

Mensagens estranhas também foram enviadas à mãe da vítima, que é analfabeta, com conteúdo que tentava difamar a jovem. O episódio levantou suspeitas imediatas entre os familiares.

O caso começou a ser desvendado em 3 de agosto, quando moradores da Zona Sul de São Paulo avistaram um braço humano boiando nas margens do Rio Guarapiranga, debaixo da Ponte do Socorro.

Exames datiloscópicos do Instituto Médico-Legal confirmaram em 12 de agosto que as digitais pertenciam à alagoana.

Ao ser confrontado pelos investigadores, Nathan, que já tem histórico criminal por estupro e violência doméstica, alegou ter cometido o crime após uma discussão motivada por comportamento violento da vítima.

O suspeito jogou as partes do corpo na represa e permanece à disposição da Justiça no 47º Distrito Policial. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil continuam as buscas para localizar os demais restos mortais da alagoana.

Fonte: Alagoas 24 Horas