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Alagoana é morta em São Paulo e corpo é achado esquartejado em represa

Companheiro confessou o crime em depoimento e foi preso na quarta-feira (9), segundo a Polícia Civil

12 de setembro de 2026 às 07:30 · São Paulo

Alagoana morta em São Paulo teve o corpo esquartejado e abandonado em represa

A alagoana Samara Ellen da Silva, de 26 anos, foi assassinada pelo companheiro em São Paulo. O corpo dela foi esquartejado e as partes foram abandonadas na represa Guarapiranga, na capital paulista.

Natan Roberto de Oliveira Silva foi preso na quarta-feira (9) e confessou o homicídio à Polícia Civil.

O relacionamento entre Samara e Natan havia começado em junho e durou menos de um mês, segundo a polícia.

Em depoimento, o suspeito afirmou que matou a jovem após uma discussão, no dia 11 de julho.

Depois do crime, ele colocou os restos mortais em malas. Durante a madrugada, levou as partes até a região da represa.

O caso veio à tona em 3 de agosto, quando pedestres que passavam pela margem da represa perceberam um braço boiando na água e acionaram a Polícia Militar.

Cerca de uma semana depois, exames do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt confirmaram que o membro pertencia a Samara Ellen da Silva.

A investigação foi dificultada pela ausência de registro de desaparecimento da jovem.

Durante as buscas por informações, os policiais chegaram a um endereço na Zona Norte de São Paulo e localizaram uma ex-companheira de Samara.

Ela contou que recebeu, ainda em julho, uma ligação de um homem que afirmava que a vítima estaria "dando problemas".

A partir desse relato, os investigadores passaram a suspeitar de Natan.

Outros elementos reforçaram a investigação, entre eles mensagens enviadas pelo suspeito à mãe de Samara.

Segundo a polícia, Natan tentou se passar pela jovem nas mensagens. Mãe e filha costumavam conversar por áudio, mas o homem enviava apenas textos, o que chamou a atenção dos investigadores.

A Justiça autorizou a prisão temporária de Natan por 30 dias. Ele foi localizado em um imóvel no Parque Independência, na região do Capão Redondo.

Depois da prisão, o suspeito foi levado ao local onde o braço havia sido encontrado. Ele indicou aos policiais outros pontos em que teria deixado partes do corpo.

Natan não apresentou advogado durante a prisão. Segundo a Polícia Civil, ele tem antecedentes por estupro e violência doméstica.

A corporação informou ainda que pretende pedir apoio do Corpo de Bombeiros para tentar localizar outras partes do corpo de Samara na represa.

Fonte: 7Segundos Arapiraca