Polícia Civil junta DHPP à Dracco para apurar morte no Jacintinho
Mudança ocorre após MPAL questionar critérios de atribuição do caso à Dracco
8 de setembro de 2026 às 16:05 · Maceió

A Polícia Civil de Alagoas determinou que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) passe a atuar em conjunto com a Divisão Especial de Investigação Criminal (DEIC), vinculada à Dracco, na apuração da morte de Amanda Rhuanny Lopes da Silva, de 32 anos, atingida por um tiro no peito na comunidade Aldeia do Índio, no Jacintinho, durante ação policial no último sábado (5).
A decisão partiu da Delegacia-Geral da Polícia Civil e mantém o delegado Igor Diego, titular da DEIC, no comando das investigações. A corporação afirmou que o caso deu entrada diretamente na Dracco, sem transferência prévia entre unidades.
Segundo informações preliminares levantadas pela polícia, uma equipe do 13º BPM realizava uma incursão na Grota do Cigano motivada por informes de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) sobre tráfico de drogas na região.
Homens suspeitos fugiram ao notar a aproximação das equipes e foram perseguidos pelos militares. O agente responsável pela viatura permaneceu de prontidão no veículo, onde foi abordado por um grupo de mulheres que questionava a intervenção.
A versão policial sustenta que uma das mulheres avançou sobre o militar para tentar tomar sua arma, momento em que ocorreu o disparo que matou Amanda.
A arma do policial militar envolvido foi apreendida para exames de balística. A Polícia Civil também recolheu o equipamento de gravação acoplado ao fardamento do agente e constatou se tratar de uma câmera particular, de uso individual, e não de um dispositivo fornecido pelo Estado de Alagoas ou pela Polícia Militar.
Todos os policiais presentes na ação já prestaram depoimento. As equipes agora buscam imagens de sistemas de monitoramento da região e trabalham na oitiva de testemunhas, familiares da vítima e das mulheres presentes na cena.
A inclusão da DHPP nas diligências ocorre em paralelo às cobranças do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que questionava os critérios de atribuição do caso à Dracco e investigava possíveis sanções judiciais anteriores contra o militar envolvido.