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Investigação sobre morte de bebê em Senador Rui Palmeira avança

Pai da criança apresentou versões diferentes sobre as lesões encontradas no corpo da bebê

3 de setembro de 2026 às 15:36 · Senador Rui Palmeira

Caso de bebê de dois meses morta em Senador Rui Palmeira ganha novos desdobramentos

A Polícia Civil investiga a morte de uma bebê de dois meses em Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas. O pai da criança, Daniel Nunes da Silva, está preso preventivamente no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Santana do Ipanema.

De acordo com as forças de segurança, o caso segue em fase de investigação. Os elementos reunidos até agora estão sendo analisados para esclarecer as circunstâncias da morte.

Em depoimento, Daniel declarou que acordou na manhã de domingo após ouvir o choro da filha. Ele contou ter imaginado que a bebê estivesse engasgada e, na tentativa de desobstruir as vias aéreas, aplicou tapas nas costas da criança.

O pai afirmou aos investigadores que aprendeu a realizar esse procedimento em vídeos disponíveis na internet. A bebê foi levada a uma unidade de saúde do município, mas chegou sem sinais vitais.

Durante o atendimento e os procedimentos periciais, foram identificados hematomas e outras marcas no corpo da bebê. Questionado sobre as lesões, Daniel negou ter agredido a filha intencionalmente.

Ainda em depoimento, ele apresentou outra versão para explicar parte das lesões e relatou que a criança também teria caído da cama. As versões estão sendo confrontadas pela Polícia Civil com depoimentos, registros médicos e resultados dos exames periciais.

A investigação busca determinar a causa exata da morte e verificar se as lesões têm relação com o óbito. Os laudos médico e pericial devem esclarecer a dinâmica dos fatos.

A Polícia Civil também analisa os demais elementos reunidos antes de encaminhar as conclusões ao Poder Judiciário. Daniel Nunes da Silva continua custodiado no CISP de Santana do Ipanema, em prisão preventiva.

A responsabilidade criminal do investigado deve ser definida somente após a conclusão das investigações e o devido processo legal.

Fonte: Sertão na Hora