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Especialistas alertam que arroz não retira água de dentro do celular molhado

Segundo técnicos, sílica gel é opção mais segura para secar aparelhos após queda em água

5 de setembro de 2026 às 11:14

Celular caiu na água? Saiba por que não colocar o aparelho no arroz

Quando um celular cai na água, a reação mais comum é colocar o aparelho em um recipiente com arroz.

Especialistas afirmam que o método não funciona como se espera. Os grãos absorvem parte da umidade superficial, mas não retiram a água que chega aos componentes internos do smartphone.

O líquido pode entrar pela porta USB, pelo alto-falante, pelo microfone ou por outras aberturas do aparelho. De lá, alcança a placa lógica e peças microscópicas que não ficam expostas diretamente ao contato com os grãos.

O arroz tem a característica de reter umidade do ambiente, o que explica seu uso tradicional em saleiros. Essa capacidade, porém, não é suficiente para secar as regiões internas do celular.

Além de não resolver o problema da água profunda, o arroz pode liberar pó durante o manuseio. Essas partículas entram em portas, conectores, microfones e alto-falantes do aparelho.

A situação piora quando o pó permanece em contato com a água presa dentro do celular. Como o pó de arroz é composto principalmente por amido, ele pode formar uma pasta ao se misturar com o líquido.

Os sais minerais presentes no material favorecem a condução elétrica. Isso aumenta o risco de curto-circuito no aparelho.

A água e os contaminantes também aceleram a oxidação e a corrosão de contatos metálicos, incluindo componentes de cobre.

Segundo os especialistas, a primeira medida após a queda deve ser desligar o smartphone rapidamente. Se a tela ainda funcionar, o ideal é usar o comando virtual e evitar apertar botões físicos, como os de volume e liga/desliga.

O aparelho não deve ser ligado novamente apenas para testar se continua funcionando.

A recomendação é retirar o excesso de água da parte externa com cuidado, usando uma toalha macia ou um pano que não solte fiapos.

Depois disso, o celular deve ficar em um local seco, arejado, à sombra e em temperatura ambiente. A sílica gel pode substituir o arroz, já que mantém o ambiente seco sem liberar partículas sobre o aparelho.

Os especialistas alertam para o cuidado com ventiladores: um fluxo de ar forte pode empurrar gotículas para regiões mais profundas do celular. O mesmo vale para soprar diretamente sobre o aparelho.

Secadores de cabelo e outras fontes de calor nunca devem ser usados para secar o celular. O calor pode danificar componentes, adesivos e borrachas, além de deslocar a água para o interior do aparelho.

Fonte: Alagoas 24 Horas