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Desabamento de prédio na Penha, zona leste de SP, mata duas mulheres

Uma das vítimas estava grávida e equipes seguem em busca de quatro pessoas desaparecidas

12 de setembro de 2026 às 15:16 · São Paulo

Desabamento de prédio deixa ao menos dois mortos na zona Leste de SP

Um prédio em construção desabou sobre uma residência na rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado (12). O acidente deixou pelo menos duas mulheres mortas.

Uma das vítimas estava grávida.

Duas pessoas foram resgatadas com vida, uma criança e um adulto. Elas foram levadas ao Pronto Socorro do Tatuapé.

Dois homens, uma mulher e uma criança seguem desaparecidos. A Defesa Civil informou que pelo menos dez pessoas foram atingidas pelo desabamento.

O Corpo de Bombeiros mobilizou 59 agentes e 20 viaturas para o local. As equipes continuam na região em busca de possíveis vítimas.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a obra estava embargada. Ele afirmou que houve incompatibilidade entre a execução e o que havia sido autorizado.

O governador informou ainda que 160 pessoas ficaram desalojadas e 23 desabrigadas em consequência do desabamento.

A Defesa Civil disse que ainda não é possível confirmar relação entre o desabamento e as chuvas que atingem São Paulo desde o início da madrugada. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) também acompanha o caso.

Desde sexta-feira (11), foram registradas 26 ocorrências ligadas ao mau tempo em municípios paulistas. Não há registro oficial de mortes ou desaparecidos relacionados às chuvas.

As ocorrências incluem alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra, queda de muros e danos em residências e estruturas.

A maior rajada de vento foi registrada em Piraju, com 92,6 km/h. Bauru teve rajada de 72,7 km/h, seguida por Dracena, com 66 km/h, e Araçatuba, com 61,2 km/h.

Outras rajadas fortes foram registradas em Paranapanema (60,5 km/h), Avaré (60,1 km/h), Itapeva (59,4 km/h), Campinas (59,3 km/h) e Piracicaba (58,7 km/h). Na capital paulista, a maior rajada chegou a 51,5 km/h.

Na capital, uma residência desabou no bairro de Sapopemba e deixou 24 pessoas desalojadas. No Jabaquara, duas moradias desabaram às margens de um córrego e outras oito foram interditadas por risco de desmoronamento, o que deixou 14 moradores desalojados.

Em Pariquera-Açu, uma rajada de vento derrubou tendas no Centro de Eventos Imigrantes. Não houve vítimas. A Defesa Civil Municipal isolou o local e o evento foi cancelado.

A Rodovia Régis Bittencourt permaneceu interditada no km 286 por causa de um ponto de alagamento. Também houve queda de árvores em Jaú, Campinas, Pederneiras e Bauru.

Nas últimas 24 horas, os maiores acumulados de chuva até as 6h deste sábado foram registrados em Cotia, com 85 mm, e Santo André, com 83 mm. Santana de Parnaíba e a capital paulista tiveram 81 mm cada, enquanto Embu-Guaçu registrou 77 mm.

O levantamento aponta que mais de 40 municípios tiveram acumulados de 50 mm ou mais nas últimas 24 horas.

Ao longo da noite e da madrugada, a Defesa Civil enviou 15 alertas Cell Broadcast para regiões do litoral, do Vale do Ribeira, do sudoeste, do oeste, de Sorocaba, da Grande São Paulo e de Campinas, Bauru e Piracicaba, entre outras áreas. Os avisos pediam que a população permanecesse em local seguro diante do risco de chuva forte, rajadas intensas e granizo.

A Defesa Civil mantém um Gabinete de Crise desde as 14h de sexta-feira (11). As equipes acompanham a evolução do tempo por meio de radares, satélites, descargas atmosféricas e observações de superfície.

O órgão recomenda que a população procure abrigo em local seguro durante tempestades e evite áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas. Também orienta afastamento de coberturas, placas e estruturas vulneráveis durante rajadas fortes.

Em caso de granizo, a recomendação é ficar em local coberto, longe de janelas, evitar áreas alagadas ou com correnteza e seguir os alertas oficiais da Defesa Civil.

Fonte: Alagoas 24 Horas