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Árvore rara em Socotra libera líquido vermelho como sangue

Dracaena cinnabari é endêmica do arquipélago no oceano Índico e usa a resina como mecanismo de defesa

10 de setembro de 2026 às 08:19

Esta árvore misteriosa jorra um líquido semelhante a sangue que alimentou medo místico nas pessoas durantes muitos séculos: conheça a Sangue de Dragão

O arquipélago de Socotra, localizado no noroeste do oceano Índico, abriga uma espécie vegetal considerada uma das mais peculiares do planeta.

A árvore, batizada cientificamente de Dracaena cinnabari, pertence à família Asparagaceae e é estritamente endêmica da região.

A planta se desenvolve principalmente em ambientes desérticos ou de vegetação arbustiva seca.

Sua copa densa e ramificada desenha um formato semelhante a um guarda-chuva. A arquitetura foi moldada pela evolução para resistir a condições extremas de aridez e a ventos fortes.

O apelido popular de sangue de dragão surgiu de uma característica marcante da espécie. Quando o tronco ou os galhos sofrem algum tipo de lesão, a planta libera um líquido de tom vermelho vivo.

A substância é comumente chamada de seiva pela cultura popular, mas funciona como um mecanismo natural de defesa da árvore.

A resina atua como uma camada protetora que sela o ferimento e ajuda na cicatrização do organismo vegetal.

A sobrevivência dessas árvores nas áreas elevadas e rochosas de Socotra está diretamente ligada ao isolamento histórico do território.

A UNESCO reconhece o arquipélago como Patrimônio Mundial por causa do ecossistema singular, que abriga centenas de espécies de plantas exclusivas.

O levantamento oficial da organização registra 825 espécies vegetais no arquipélago.

Desse total, cerca de 307 plantas, equivalente a aproximadamente 37%, são estritamente endêmicas da região.

Fonte: BR104 · Arapiraca