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Treze ex-ministros do STF assinam carta de apoio a Fachin em crise

Rosa Weber, Celso de Mello e outros nomes históricos da Corte pedem apuração rigorosa dos fatos que abalam o tribunal.

8 de setembro de 2026 às 07:50

Fachin recebe apoio de ministros aposentados para conter crise no STF

Treze ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal assinaram uma carta de apoio ao atual presidente da Corte, Edson Fachin. O documento, obtido pela CNN, pede apuração imediata e rigorosa dos fatos que, segundo os signatários, colocam em risco o prestígio do tribunal.

A carta foi assinada em 8 de setembro de 2026 por Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.

O texto pede que o plenário do STF determine, sob o devido processo legal, a apuração dos fatos que, segundo os ministros aposentados, comprometem o prestígio e a autoridade do tribunal, a confiança do povo e a estabilidade das instituições democráticas.

Os signatários classificam o momento como a crise mais aguda da história do STF. A carta, porém, não faz menção direta aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, apontados como pivôs do episódio.

Moraes teve o nome citado em mensagens periciadas pela Polícia Federal do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pelas fraudes financeiras do Banco Master. O caso está sob responsabilidade de Mendonça.

O relatório da Polícia Federal teve o sigilo retirado na terça-feira (1º). Houve pedido para que o plenário do STF analisasse o material, que também cita o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Dois dias depois, Moraes pediu a Fachin que levasse ao plenário acusações de abuso de autoridade e crime de responsabilidade contra Mendonça, entre outros. A alegação é de suposto viés na condução das relatorias do caso Master e das fraudes no INSS, ambas com potencial impacto político-eleitoral.

Os ministros aposentados afirmam, na carta, ter plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Fachin na condução do STF diante do atual contexto.

Fachin deu prazo de cinco dias para que os quatro envolvidos se manifestem.

Fonte: Alagoas 24 Horas