Família nega que Amanda agrediu policial antes de morrer em Maceió
Prima da vítima diz ter presenciado a abordagem na Grota do Cigano e cobra imagens do caso
7 de setembro de 2026 às 16:48 · Maceió

A família de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, contesta a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte da mulher durante uma abordagem na comunidade Aldeia do Índio, na Grota do Cigano, bairro Jacintinho, em Maceió.
Segundo os familiares, Amanda não tentou tomar a arma do policial nem agrediu o agente antes de ser baleada.
A versão foi apresentada pela prima da vítima, Wyllyany Ryelly, que afirma ter presenciado os momentos que antecederam o disparo.
De acordo com Wyllyany, Amanda havia ido à região com o filho, de 11 anos, e retornava para casa quando encontrou uma abordagem policial em andamento na comunidade.
Ela teria se aproximado para entender o que estava acontecendo e acabou discutindo com o policial.
Wyllyany afirma que o agente se alterou e iniciou um confronto verbal com a prima.
Durante a discussão, o policial teria empurrado Amanda. A mulher recuou e, nesse momento, o agente teria sacado a arma e efetuado o disparo, segundo o relato da familiar.
Ainda segundo a prima, Amanda inicialmente não percebeu que havia sido atingida. Ela teria colocado a mão sobre o ferimento, chamado por Wyllyany e caminhado alguns passos antes de cair.
Um dos principais pontos contestados pela família é a versão de que Amanda teria tentado tomar a arma do policial.
Os familiares pedem que as circunstâncias do disparo sejam esclarecidas por meio de imagens e depoimentos de testemunhas que estavam na comunidade.
Wyllyany afirma ainda que houve demora no socorro e critica a forma como Amanda foi colocada na viatura após ser baleada. As alegações devem ser confrontadas com os demais elementos da investigação.
Além de contestar a dinâmica da abordagem, a família destacou a vida de Amanda e a responsabilidade que ela tinha com os filhos.
Segundo Wyllyany, Amanda era trabalhadora, mãe solo e responsável pelo sustento da família. A prima afirma que ela precisava trabalhar para garantir a criação dos filhos e era conhecida como uma mulher dedicada à família.
A família cobra esclarecimentos sobre o que aconteceu durante a abordagem e defende que testemunhas e eventuais imagens sejam consideradas na apuração do caso.