Família acusa PM de desligar câmera e atirar em mulher no Jacintinho
Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, morreu durante abordagem que teria começado após discussão sobre o tratamento dado a uma parente dela
6 de setembro de 2026 às 15:28 · Maceió

A família de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, acusa um policial militar de desligar a câmera corporal e atirar contra o peito dela durante uma abordagem na Aldeia do Índio, no Jacintinho, em Maceió. O caso aconteceu na noite deste sábado, dia 2.
Amanda chegou a ser socorrida por uma guarnição da Polícia Militar, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos.
Segundo a família, Amanda teria questionado o policial pelo tratamento dado a uma parente dela, que havia sido chamada de 'rapariga'. A discussão teria começado a partir desse questionamento.
Ainda de acordo com os familiares, o militar desligou a câmera corporal durante a discussão e, em seguida, atirou contra a vítima.
O registro da ocorrência apresenta uma versão diferente. Segundo o documento, a guarnição realizava a detenção do primo de Amanda por posse de drogas.
Enquanto parte dos militares mantinha o suspeito detido, um agente permaneceu junto à viatura. Segundo o registro, ele sofreu a investida de um grupo de mulheres que teria tentado desarmá-lo.
O policial alegou ter efetuado o disparo para proteger a própria integridade física, ao se sentir ameaçado.
Os familiares afirmam que os demais militares da guarnição estranharam o disparo e correram para socorrer a vítima, sem sucesso.
A Polícia Militar não se manifestou oficialmente sobre a ocorrência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas.