Greve dos Correios agrava atrasos de encomendas em Alagoas
Categoria aprovou paralisação por tempo indeterminado após rejeitar reajuste salarial de 0,87%
11 de setembro de 2026 às 16:01 · Maceió

Os trabalhadores dos Correios em Alagoas entraram em greve nesta sexta-feira (11). A paralisação foi aprovada por unanimidade pela categoria e não tem prazo para terminar.
A greve aumentou a preocupação de consumidores que já enfrentavam atrasos nas entregas. Moradora do bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, Maria Gorete afirma que comprou um produto antes do início do movimento e ainda não recebeu a encomenda.
Durante a greve, o acúmulo de cartas e encomendas nos centros operacionais pode ampliar os prazos de entrega. Mesmo depois do fim da paralisação, a normalização pode levar tempo, dependendo do volume represado.
O risco é maior para moradores do interior de Alagoas, onde há menos transportadoras privadas e as distâncias tornam a distribuição mais demorada.
Pequenos comerciantes que vendem pela internet também podem ser afetados por cancelamentos, pedidos de reembolso e reclamações de clientes.
Até o momento, os Correios não divulgaram o número de encomendas acumuladas, a quantidade de trabalhadores que aderiram ao movimento nem uma relação das agências afetadas em Alagoas. Também não há estimativa oficial do prejuízo econômico provocado pela paralisação.
Na manhã desta sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL) fez uma manifestação em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas, no Tabuleiro do Martins.
A greve foi deflagrada depois que a categoria rejeitou uma proposta de reajuste salarial de 0,87%. Segundo os trabalhadores, a inflação considerada nas negociações chegou a 4,35%.
Os trabalhadores também reivindicam a manutenção do plano de saúde e a preservação da gratificação de férias.
Em nota, os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para tentar manter os serviços e reduzir os impactos aos consumidores. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e ações logísticas específicas.
A empresa não informou quais serviços funcionam normalmente em Alagoas nem apresentou previsão para a regularização das encomendas atrasadas.
Enquanto não houver acordo, consumidores como Maria Gorete seguem sem saber quando vão receber os produtos comprados.