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PC acusado de matar colegas passa por exame de sanidade em Delmiro Gouveia

Perícia vai avaliar se Gildate Góes tinha capacidade de entender seus atos no momento dos disparos que mataram Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes

10 de setembro de 2026 às 08:11 · Delmiro Gouveia

Justiça determina exame de sanidade mental de policial acusado de matar colegas em Delmiro Gouveia

A Justiça determinou que o policial civil Gildate Góes seja submetido a exame de sanidade mental, dentro da investigação sobre as mortes dos colegas Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

Os dois foram mortos a tiros durante o retorno de uma missão oficial, na madrugada de 20 de maio deste ano, por volta da 1h, na Avenida Floriano Peixoto, no centro do município.

Os três policiais eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) e retornavam de um serviço em um veículo descaracterizado.

Segundo apuração do Correio Notícia, Gildate estava no banco traseiro do carro quando teria disparado contra os colegas, que ocupavam os bancos da frente.

Yago e Denivaldo foram atingidos na região da cabeça e morreram ainda no local.

Após os disparos, Gildate deixou o veículo e passou a caminhar pela rua. Ele foi localizado e detido pouco tempo depois.

O delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcanti relatou que, no momento em que foi encontrado, o policial gritava palavras desconexas.

A perícia determinada pela Justiça vai avaliar as condições psíquicas de Gildate no momento do crime. O exame deve verificar se ele tinha capacidade de compreender o caráter dos atos praticados e de se determinar conforme esse entendimento.

A realização do exame não significa que a Justiça já tenha reconhecido que o policial sofreu um surto ou que seja inimputável. O resultado será somado aos demais elementos reunidos na investigação.

Durante interrogatório, Gildate afirmou que cochilou antes de efetuar os disparos contra os colegas. A versão deverá ser confrontada com as demais informações e provas do caso.

Yago Gomes Pereira era natural de Aracaju, em Sergipe, e havia ingressado na Polícia Civil de Alagoas cerca de três anos antes do crime.

Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, era natural de Sertânia, em Pernambuco. Ele trabalhava ao lado de Gildate havia aproximadamente 15 anos e mantinha uma relação de amizade com o colega.

O caso segue sob investigação e os procedimentos judiciais continuam em andamento. Gildate permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Sertão na Hora