Lula participa do 7 de Setembro em Brasília com Fachin e Alcolumbre
Evento na Esplanada dos Ministérios teve como eixos soberania nacional e combate à violência contra as mulheres.
7 de setembro de 2026 às 18:03 · Brasília

Os chefes dos três poderes participaram, na manhã desta segunda-feira, 7, do desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da mulher dele, Lu Alckmin, e de ministros do governo.
Também compareceram o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No ano passado, nenhum ministro do STF havia comparecido às comemorações. O evento ocorreu durante o julgamento da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.
Em 2024, ministros da Corte estiveram na tribuna de honra, entre eles o então presidente Luís Roberto Barroso, o vice-presidente Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O desfile deste ano teve tom mais sóbrio, seguindo orientação para evitar irregularidades durante o período eleitoral. Ainda assim, trouxe temas que Lula tem defendido na campanha: soberania e defesa das mulheres.
As comemorações mantiveram caráter institucional, sem manifestação político-partidária nem distribuição de brindes, como bonés, que ocorreu no ano anterior. Também não houve discurso de autoridades.
A comemoração pelos 204 anos de Independência do Brasil foi organizada em três eixos temáticos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
O Desfile Cívico-Militar contou com a programação tradicional das tropas das Forças Armadas, Marinha, Exército e Força Aérea. Segundo a Presidência, cerca de 70 mil pessoas participaram das comemorações.
O tema soberania nacional tem sido defendido pelo governo Lula desde o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros no ano passado. O termo também virou um dos motes da campanha à reeleição do petista, que busca o quarto mandato.
Em pronunciamento pelo 7 de Setembro, neste domingo, 6, Lula afirmou que o Brasil não é e nem será "colônia de ninguém". A mensagem foi transmitida em cadeia nacional de rádio e TV.
Lula afirmou que "um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros".
O presidente também disse que "um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que seu povo precisa para conquistar a própria independência".
O enfrentamento à violência contra as mulheres também se tornou uma das frentes de ação do governo nos últimos meses, diante do aumento no número de casos de feminicídio no país.
Em maio deste ano, Lula sancionou três projetos de lei que endurecem as regras de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as medidas estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar.
Os projetos foram assinados durante evento no Palácio do Planalto, em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
O desfile também teve um momento em homenagem à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, a primeira vez que um país sul-americano sedia o torneio. A competição está prevista para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.