Advogado suspeito de matar médica é exonerado de cargo em Marialva
Prisão preventiva foi decretada um dia após o crime, ocorrido em Maringá, no Paraná
7 de setembro de 2026 às 18:08 · Maringá

O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é suspeito de matar a esposa em um apartamento em Maringá, no Paraná, na noite de sábado (5).
A vítima, a médica Gassi Mazia, de 37 anos, atuava na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, cidade a sete quilômetros de Maringá.
João era assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva, cidade a 17 quilômetros de Maringá. Ele foi exonerado do cargo horas depois do crime, em publicação feita no início da madrugada de domingo (6).
O cargo era de provimento em comissão, que dispensa concurso público e depende apenas de nomeação.
João foi preso em flagrante por feminicídio no sábado. No domingo, a Justiça decretou a prisão preventiva.
A investigação apontou que, após a morte de Gassi, o advogado dirigiu sozinho até o pátio da casa de uma familiar em Mandaguari, cidade a 32 quilômetros de Maringá.
Moradores acionaram a Polícia Militar ao verem João no local com diversos ferimentos.
A familiar contou ao delegado que João confessou o crime ao chegar ao endereço, sem dar detalhes, apenas afirmando que havia matado a esposa.
A Polícia Militar encontrou João ainda dentro do carro, com machucados no pescoço. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi internado em um hospital, onde permanece sob escolta policial.
Gassi foi encontrada morta por outro familiar, que soube do crime e foi até o apartamento. Ele levou o filho do casal, de oito meses, que havia sido deixado sozinho por João no local.
Quando a Polícia Militar chegou ao apartamento, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já havia confirmado o óbito da vítima, e o bebê estava com a família.
Segundo o boletim de ocorrência, três facas foram encontradas ao lado do corpo. O delegado Adriano Garcia informou que a vítima apresentava cerca de dez marcas de golpes.
O bebê não sofreu ferimentos, de acordo com a Polícia Militar. Não há informações sobre quanto tempo ele ficou sozinho no apartamento, nem detalhes sobre a dinâmica do crime.
A Prefeitura de Marialva afirmou, em nota, que toda a equipe está "consternada" com a situação.
A Prefeitura de Sarandi também divulgou nota de pesar pela morte de Gassi.
A defesa de João foi procurada, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.