Mário Frias contesta operação da PF sobre emenda de R$ 2 milhões
PF aponta indícios de que documentos sobre contratos teriam sido produzidos depois dos fatos
10 de setembro de 2026 às 19:15

O deputado federal Mário Frias, do PL de São Paulo, usou as redes sociais para criticar a operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é alvo da ação.
Frias afirmou que a emenda de R$ 2 milhões citada na investigação foi destinada a projetos esportivos e de letramento digital.
A Polícia Federal, porém, diz ter encontrado indícios de que documentos relacionados a contratos financiados com recursos de emendas parlamentares teriam sido produzidos posteriormente. Segundo a corporação, o objetivo seria dar aparência de regularidade a contratações que já haviam sido realizadas.
Para a PF, os elementos reunidos indicam uma possível tentativa de reconstruir a documentação das operações depois que elas já haviam ocorrido.
Frias afirmou ainda que os advogados que o representam não tiveram acesso ao inquérito. Segundo ele, a defesa tenta obter esse acesso há meses.
O deputado também disse que a emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do parlamentar diretamente.
Segundo Frias, o recurso vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova previamente um plano de trabalho e fiscaliza a prestação de contas.