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PF faz operação contra Mario Frias e produtora do filme Dark Horse

Operação Make Up cumpre 49 mandados em quatro estados sob ordem do ministro Flávio Dino

10 de setembro de 2026 às 09:05

Mario Frias e produtora de 'Dark Horse' são alvos de operação da PF

A PF cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os alvos estão Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme, e o deputado Mario Frias (PL-SP).

A operação, batizada de Make Up, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e apura suposto desvio de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil.

Os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. A corporação suspeita que o grupo direcionava os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados.

Levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado, de acordo com a PF.

A operação investiga crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

O financiamento do filme "Dark Horse" já é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça. O outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme. O ministro pediu informações sobre possíveis irregularidades na execução dos recursos.

Frias é produtor do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, ele negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo também realizou operação contra a produtora do filme, a Go UP Entertainment, mirando suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, a corporação paulista compartilhou com o STF os dados obtidos na ação.

Fonte: 7Segundos Maceió