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MPAL pede internação provisória de suspeito de matar homem em Igaci

Promotoria aponta ato infracional análogo a homicídio qualificado após agressão sexual contra Fábio Caetano da Silva, de 39 anos

11 de setembro de 2026 às 08:14 · Igaci

MPAL pede internação provisória de adolescente suspeito de matar homem em Alagoas

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) pediu à Justiça, nesta quinta-feira (10/09/2026), a internação provisória de um adolescente suspeito de participar da morte de Fábio Caetano da Silva, de 39 anos, em Igaci, no Agreste alagoano. O pedido foi apresentado após a apreensão do menor pela Polícia Civil.

O MPAL também apresentou representação para que seja apurado ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado. O caso envolve uma agressão de natureza sexual que teria provocado graves lesões internas na vítima, morta no dia 09/09/2026.

O pedido de internação tem caráter cautelar e será analisado pelo Poder Judiciário na fase inicial do procedimento. O Ministério Público considera a gravidade dos fatos atribuídos ao adolescente e a necessidade de mantê-lo afastado do convívio social enquanto o caso é apurado.

A representação foi apresentada pelo promotor de Justiça Kleytionne Sousa. Segundo o documento, o adolescente já havia sido apreendido pela Polícia Civil e permanecia sob custódia das autoridades quando o MPAL solicitou a internação provisória.

De acordo com os elementos reunidos até o momento, Fábio foi derrubado e imobilizado pelo adolescente durante uma discussão ocorrida na terça-feira (08/09/2026). Em seguida, ele teria sofrido agressão de natureza sexual, com a introdução forçada de um objeto rígido na região anal.

A violência provocou graves lesões internas e intenso sangramento. Fábio foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado inicialmente para uma unidade de saúde de Igaci.

Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para a Unidade de Emergência de Arapiraca, onde passou por cirurgia. Apesar do atendimento médico, Fábio morreu na quarta-feira (09/09/2026).

Na representação, o Ministério Público afirma que a dinâmica da agressão, a imobilização da vítima, a vulnerabilidade do homem e a intensidade da violência indicam, em tese, um ato infracional análogo ao homicídio qualificado. O documento cita ainda o possível emprego de meio cruel e motivo fútil.

A definição sobre a responsabilização do adolescente caberá ao Poder Judiciário, após a análise das provas e o andamento do procedimento.

O MPAL informou que acompanha a investigação conduzida pela Polícia Civil e mantém contato com o delegado responsável pelo caso. A Promotoria busca esclarecer as circunstâncias da morte e reunir elementos para a apuração do ato infracional.

O Ministério Público também pediu que a Justiça oficie o Instituto Médico Legal (IML) para encaminhar o laudo do exame cadavérico realizado em Fábio.

Por se tratar de adolescente, a identidade do suspeito não será divulgada, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte: BR104 · Arapiraca