PF cumpre 18 mandados contra fraude previdenciária em Alagoas
Operação mira grupo suspeito de fraudar pensões por morte em União dos Palmares e municípios vizinhos
9 de setembro de 2026 às 14:33 · União dos Palmares

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (9/9), a terceira fase da Operação Geração Espontânea em Alagoas. A ação integra a Força-Tarefa Previdenciária e mira fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na concessão de pensões por morte.
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de União dos Palmares, Pilar, Marechal Deodoro, Coruripe e Maceió. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de União dos Palmares.
As medidas têm como objetivo localizar documentos, aparelhos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros elementos de prova. O material deve ajudar a esclarecer o modo de execução das fraudes, uma possível continuidade do esquema, a destinação dos valores obtidos e a eventual participação de outros envolvidos.
As investigações começaram em 2022, a partir da análise de dados. O trabalho foi aprofundado com a colaboração do INSS e da área de inteligência da Previdência Social.
A Operação Geração Espontânea apura a atuação de um grupo criminoso especializado na obtenção fraudulenta de pensões por morte do Regime Geral de Previdência Social. A atuação do grupo se concentra, principalmente, em União dos Palmares e municípios vizinhos.
Segundo a investigação, o grupo obtinha dados de pessoas falecidas e informações de sistemas oficiais. Com esses dados, produzia documentos falsos ou ideologicamente falsos e formulava requerimentos de pensão por morte nas esferas administrativa e, em alguns casos, judicial.
Além das parcelas mensais, as concessões fraudulentas podiam gerar créditos retroativos de valor elevado, pagos por meio de precatórios e RPV. Esses valores também eram apropriados pelo grupo investigado.
Nesta terceira fase, as diligências buscam aprofundar o mapeamento das diferentes etapas do esquema. A Polícia Federal também quer individualizar as condutas dos envolvidos e identificar possíveis núcleos de falsificação documental, recrutamento, requerimento de benefícios e movimentação financeira.
As investigações seguem com a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos. Novas informações podem ser divulgadas após a conclusão das diligências, desde que isso não prejudique o andamento dos trabalhos investigativos.
A Força-Tarefa Previdenciária atua de forma integrada na prevenção e repressão a crimes praticados contra a Previdência Social.