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PC apreende câmera de PM para investigar morte de mulher no Jacintinho

Comissão da Polícia Civil vai confrontar versão que aponta tentativa de mulher de tirar arma do policial antes do tiro

8 de setembro de 2026 às 15:15 · Maceió

Polícia Civil apreende câmera de PM para esclarecer morte de mulher em Maceió

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) abriu uma investigação conjunta para esclarecer as circunstâncias da morte de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Militar no Jacintinho, em Maceió, no último sábado (5).

A apuração reúne equipes da Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo o delegado Igor Diego, diretor da DRACCO, a principal questão é verificar se o policial militar que efetuou o disparo agiu dentro dos parâmetros legais ou se houve excesso.

Uma câmera presa ao colete do militar responsável pelo disparo foi apreendida para perícia. Segundo Igor Diego, o equipamento teria sido desligado antes do tiro.

O delegado afirmou que a câmera não pertence à Polícia Militar nem ao Estado de Alagoas. A perícia deve verificar o conteúdo e as informações que possam ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência.

Conforme a versão apresentada à Polícia Civil, a ocorrência começou após informações de inteligência sobre homens suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e porte de armas na região da Grota do Cigano.

Durante a abordagem, parte dos policiais seguiu suspeitos que correram ao perceber a presença da equipe. Um dos militares permaneceu próximo à viatura para fazer a segurança do perímetro.

Ainda segundo o relato apresentado à investigação, mulheres se aproximaram do policial que ficou junto ao veículo. Uma delas teria avançado contra o militar e tentado retirar a arma dele.

Nesse momento, o policial efetuou um disparo que atingiu Amanda Ruanne no peito.

A Polícia Civil deverá confrontar essa versão com as demais evidências reunidas durante a investigação para esclarecer como ocorreu o disparo e se a conduta do policial foi compatível com a situação.

De acordo com a PCAL, a repercussão do caso levou o delegado-geral a determinar a formação de uma comissão com integrantes da DRACCO e da DHPP.

A equipe ficará responsável por reunir provas e esclarecer as circunstâncias da morte. A investigação também deve analisar outros elementos relacionados à ocorrência antes de qualquer conclusão sobre a responsabilidade criminal do policial.

Fonte: BR104 · Arapiraca