Polícia prende suspeito de matar alagoana desaparecida em SP
Suspeito, companheiro da vítima e também de 26 anos, foi preso após braço de Samara ser achado em represa de São Paulo
11 de setembro de 2026 às 14:39 · São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente, nesta quarta-feira (9), o companheiro de Samara Ellen da Silva, alagoana de 26 anos desaparecida desde julho.
O suspeito, também de 26 anos, é investigado por suspeita de envolvimento na morte da jovem e na ocultação do corpo. A prisão foi cumprida por agentes do 92º Distrito Policial, no Parque Santo Antônio.
Durante a ação, os policiais cumpriram ainda um mandado de busca e apreensão no imóvel ligado ao investigado. Três celulares e um televisor foram recolhidos e devem passar por análise.
O caso começou a ser investigado em 3 de agosto, quando moradores encontraram um braço humano boiando próximo às margens da Represa Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo.
O membro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal da região sul da capital paulista. Em 12 de agosto, a perícia confirmou que o braço pertencia a Samara Ellen.
A partir da identificação, os investigadores passaram a apurar a rotina da vítima e as pessoas que mantinham contato com ela antes do desaparecimento. O companheiro se tornou um dos alvos da investigação.
A polícia ainda não divulgou onde foram encontrados os demais restos mortais da jovem nem detalhou como o crime teria ocorrido.
Segundo familiares, Samara havia iniciado um relacionamento e, no fim de junho, deixou a residência onde morava para viver com o companheiro. Ela não chegou a informar à família o endereço do novo imóvel.
Antes de desaparecer, a jovem teria deixado a filha, de 10 anos, sob os cuidados da avó. Parentes afirmam que Samara pretendia terminar o relacionamento e voltar para Alagoas.
Ela também teria contado à filha que o companheiro queria se casar com ela, mas que não tinha intenção de aceitar o pedido.
As últimas informações recebidas pela família são do dia 11 de julho, quando Samara teria enviado uma mensagem dizendo que o relacionamento havia terminado e que pretendia viajar para Alagoas.
A família passou a desconfiar da mensagem. A irmã da vítima acredita que o texto possa ter sido enviado por outra pessoa, para dar a impressão de que Samara havia deixado São Paulo por vontade própria.
Também nesta quarta-feira, familiares receberam a informação de que o companheiro de Samara teria confessado a morte e se apresentado às autoridades. O relato foi divulgado pela irmã da vítima, Sabrina, mas ainda não havia sido confirmado oficialmente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
A SSP confirmou a prisão temporária do investigado e a apreensão de objetos durante o cumprimento do mandado de busca.
Os investigadores devem agora analisar os celulares apreendidos, além de outros elementos reunidos no inquérito. Conversas, registros de localização e demais dados podem ajudar a reconstruir os últimos dias da vítima.
A Polícia Civil também deve confrontar os depoimentos de familiares e pessoas próximas à jovem com os resultados dos exames periciais e demais provas obtidas durante a investigação.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. A prisão é temporária, ocorre durante a fase de investigação e não significa, por si só, uma condenação.
O caso continua sendo apurado pelo 92º Distrito Policial, que deverá esclarecer as circunstâncias da morte de Samara, a possível participação do investigado e o destino dos demais restos mortais.