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Justiça manda periciar policial que matou colegas em Delmiro Gouveia

Exame vai apurar se houve surto psicótico no crime, mas prisão preventiva foi mantida

9 de setembro de 2026 às 18:13 · Delmiro Gouveia

Policial que matou colegas em Delmiro passará por perícia para apurar possível surto

A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho seja submetido a um exame médico-legal para avaliar se ele sofreu um surto psicótico no momento em que matou dois colegas de trabalho em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado.

A decisão partiu da 1ª Vara de Delmiro Gouveia, depois que a defesa pediu a instauração de um incidente de insanidade mental.

Gildate está preso preventivamente desde 20 de maio. Ele foi indiciado pelas mortes de Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.

Os corpos dos dois policiais foram encontrados dentro de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, na região central de Delmiro Gouveia.

Na decisão, a juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos apontou elementos suficientes para levantar dúvidas sobre a integridade mental do acusado no momento dos homicídios.

Entre os pontos considerados está um relatório da Polícia Civil que levantou a hipótese de um possível surto psicótico após a ingestão de bebida alcoólica.

A magistrada também citou depoimentos de pessoas próximas ao policial, que relataram uma mudança atípica de comportamento.

Ao ser ouvido após o duplo homicídio, Gildate teria afirmado que não reconhecia as ruas da cidade onde morava.

Uma companheira do acusado relatou o estado dele logo após o crime.

Uma enteada afirmou que Gildate apresentou comportamento desconexo.

Apesar de autorizar o exame, a Justiça manteve a prisão preventiva de Gildate.

Ao analisar o pedido da defesa, a magistrada destacou que a investigação não identificou, até o momento, desavenças entre Gildate e as vítimas, planejamento ou motivação aparente para o crime.

Segundo o inquérito, os policiais participaram de uma confraternização horas antes dos homicídios.

Para a juíza, a mudança abrupta de comportamento e a ausência de motivação identificada reforçam a necessidade de esclarecer a condição mental do acusado.

A magistrada ressaltou que a decisão não significa que Gildate tenha um transtorno mental ou que estivesse em surto psicótico quando os crimes foram cometidos.

O exame será realizado por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário. O laudo deverá ser apresentado no prazo inicial de 45 dias.

Fonte: 7Segundos Arapiraca