Rico Melquiades diz temer sair de casa após vídeo com funcionárias
Influenciador afirma ter passado a andar com segurança após repercussão de gravação investigada pelo MPE
15 de setembro de 2026 às 14:30

Rico Melquiades afirmou nesta segunda-feira (14/09/2026) que passou a temer sair de casa após a repercussão de um vídeo em que questiona funcionárias sobre suas preferências políticas.
A gravação levou o Ministério Público Eleitoral (MPE) de Alagoas a abrir investigação por possível coação eleitoral.
Segundo o MPE, o caso foi encaminhado à Polícia Federal para apuração na esfera criminal.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) também abriu investigação, para analisar possível assédio moral no ambiente de trabalho.
Em publicação nas redes sociais, o influenciador disse que passou a andar acompanhado de segurança e relatou medo diante de ameaças que afirma estar recebendo.
A apuração começou após um vídeo publicado por Rico no sábado (12/09/2026), no qual ele conversa com quatro funcionárias em sua residência e pergunta sobre as preferências políticas delas.
Na gravação, o influenciador afirma que não queria pessoas que votassem no PT trabalhando em sua casa.
Ao questionar uma das funcionárias sobre sua posição política e receber uma resposta afirmativa, ele disse que ela estava demitida e pediu que trouxesse a carteira de trabalho.
O MPE identificou no conteúdo indícios de possível coação eleitoral e informou que encaminharia o caso à Polícia Federal.
A apuração considera o artigo 301 do Código Eleitoral, que trata da coação para influenciar a escolha do eleitor.
Paralelamente à investigação eleitoral, o MPT instaurou inquérito civil para analisar a conduta de Rico sob a perspectiva das relações de trabalho.
A apuração do MPT busca verificar se houve assédio moral ou outras irregularidades na forma como as funcionárias foram abordadas e se a preferência política foi relacionada à permanência no emprego.
Os dois procedimentos têm objetivos diferentes. O MPE e a Polícia Federal analisam os possíveis efeitos eleitorais da conduta, enquanto o MPT examina a relação entre empregador e trabalhadoras.